SEJAM BEM VINDOS AO MEU

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CURTÃO BASTANTE

segunda-feira, 20 de julho de 2009

AMIZADE


O que liga uma pessoa a outra é o sentimento denominado amizade, um dos mais sublimes que o ser humano possui. Ela é densa, e abordá-la de forma crua, como tentarei neste texto, é algo deveras complicado.

É algo difícil de se obter, pois pede desinibição, risco. É, também, difícil de cultivar, pois exige atenção e disposição. É extremamente difícil de se solidificar, pois isso demanda entrega incondicional, e como todos sabem, as pessoas temem o novo, detestam se sentir fragilizadas, baixar a guarda, mesmo que seja para outra que lhe deseja o bem e somente o bem. Eu sou assim, você provavelmente também o é.

Vemos a amizade de maneira superficial, e só damos o verdadeiro valor que ela merece quando somos abatidos por alguma perda, não só em virtude da morte, mas de circunstâncias mundanas que, de um jeito ou de outro, suave ou abruptamente, nos separam de quem amamos. Verdadeiras amizades são escassas, raríssimas. Assim o são por serem extremamente frágeis, e também por necessitarem de um tempo enorme para serem construídas. Muitas pessoas passam durante nossa existência, duas ou três ficam para a eternidade.

Confiança, confiança e confiança. Esta é a base, e explica o porquê da amizade ser tão delicada. E isso é paradoxal, pois ao mesmo tempo em que ela é dura como um diamante, pode ser quebrada de moro irreparável, tal qual um cristal, pelo mais simples dos atos.

Não tolero traições, de qualquer espécie. Dependendo do grau da traição, e de quem me trai, não tolero e não perdôo. Vou além: de grande amigo, colega ou conhecido, passo a encará-lo como desafeto, e mesmo que isso seja ruim, contamine minha alma e traga más vibrações, detesto-o. O tempo, às vezes, consegue remediar essa cólera interna; todavia, não levanto um dedo para ajudá-lo. O traidor não merece, não mesmo. Prefiro meu espírito podre do que passar a mão na cabeça de quem cuspiu em meu apreço, em minha consideração.

Sou de poucos amigos, sempre fui, e isso não me incomoda. Pelo contrário, eu adoro ser assim. Seletividade. Antes cinco leões, do que quinhentas ovelhas. A analogia se encaixa perfeitamente no contexto. Já tive colegas, amigos, grandes amigos de um ou dois anos. Amigos de verdade, pouquíssimos. O ser humano é muito corruptível para merecer confiança irrestrita. Na dúvida, não arrisco.


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